Como o Design poderia ter salvo os Óscares

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A 89ª cerimónia dos Óscares viveu um momento histórico, quando “La La Land” chegou a ser anunciado como Melhor Filme do ano pela Academia de Hollywood.

Qualquer pessoa que estivesse a assistir ao momento de entrega do prémio para Melhor Filme, percebia que algo de errado se passava com o cartão, que supostamente continha o nome do filme premiado, pela reação de Warren Beatty que ficou reticente em dizer o nome do vencedor.

Warren olhou uma vez para o cartão, depois olhou novamente e era claro que algo não estava bem no que estava escrito, uma vez que o cartão tinha também escrito o nome da atriz Emma Stone, de La La Land. Depois mostrou o cartão a Faye Dunaway, que aparentemente não se apercebendo da razão da hesitação de Warren, anunciou La La Land para Melhor Filme de 2016.

Já no decorrer dos festejos, um dos produtores do filme La La Land acabou por corrigir o erro e exibiu o cartão com o verdadeiro vencedor, “Moonlight”.

“A Academia tem mais de 6000 membros, mas aparentemente nenhum deles é designer.”

O momento mais importante da noite, o auge dos Óscares foi arruinado porque foi entregue um cartão errado a Warren Beatty e Faye Dunaway. O que poderia ter sido evitado, caso os cartões para os Óscares seguissem algumas regras de diferenciação de categorias, aquando do design dos mesmos.

Os cartões dos vencedores dos Prémios da Academia não têm qualquer destaque evidente para o nome do vencedor da categoria a que correspondem. Pode facilmente ser-se induzido em erro, caso o apresentador não tenha a certeza da categoria que está a apresentar (o que dificilmente acontecerá), ou caso os cartões sejam trocados (o que facilmente aconteceu).

Tendo o envelope entregue sido da categoria de Melhor Atriz, ainda assim, o que saltava à vista era o nome do filme, enquanto o nome da vencedora aparece mais abaixo com o tamanho de texto mais pequeno, entre aspas, sem “negrito”, em “itálico”, com um tipo de letra mais fino, claramente com pouco destaque para a categoria a que o cartão se destinava.

Então porque é que a empresa responsável pela criação destes cartões não colocou o nome do vencedor – seja na categoria de Melhor Filme, Melhor Actor, etc. – em destaque evidente? Por exemplo, utilizando “negrito” e colocando o título visivelmente maior, em relação à restante informação presente no cartão.

É claro que todas estas questões agora referidas não interessam quando tudo corre bem e são muitas das vezes desvalorizadas, pois o papel do design não é solucionar situações em que tudo corre bem, é para evitar que alguma coisa possa correr mal. E foi exactamente o que se passou na madrugada de segunda feira.

Seria tão simples como escrever nos cartões “BEST ACTRESS” e “EMMA STONE” ou “BEST PICTURE” e “MOONLIGHT” em grande destaque. Apenas isto, teria evitado um erro histórico.

 

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